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Notícias da Semana do Anglican Communion News Service - 14 de outubro de 2019

Posted on: October 14, 2019 4:13 PM
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Arcebispo Welby expressa sua visão para a Comunhão Anglicana

Clérigos e leigos Anglicanos de províncias do Leste Asiático reunidos na semana passada ouviram o Arcebispo de Canterbury oferecer uma visão poderosa para o ministério da Comunhão Anglicana. O Arcebispo Welby fez os comentários durante um discurso na reunião trienal da Assembleia Plena do Conselho da Igreja no Leste Asiático, realizada em Kota Kinabalu, Sabah (Bornéu). Em seu discurso, o Arcebispo falou sobre o potencial e a capacidade da Comunhão Anglicana de trabalhar para a transformação no mundo.

Clique aqui para ler este artigo, que foi totalmente traduzido para português.

 

Líderes da Igreja Episcopal com sede nos EUA condenam medidas para “desmantelar ainda mais” o programa de refugiados

A Igreja Episcopal com sede nos EUA condenou a decisão do governo Trump, anunciada na semana passada, de reduzir o número de refugiados a serem reassentados nos Estados Unidos ainda mais, para apenas 18.000. Trata-se de um mínimo histórico, e de uma decisão que ameaça prejudicar a capacidade dos Ministérios Episcopais de Migração e de outras agências de manter a política de várias décadas dos Estados Unidos de acolher os necessitados de todo o mundo.

“Existem milhões de pessoas deslocadas em todo o mundo”, disse Charles Robertson, Cônego do Bispo Presidente para o Ministério Fora da Igreja Episcopal. “Os Estados Unidos têm uma obrigação solene de fazer sua parte para tratar desta questão, mostrando generosidade aos refugiados. Segurança e compaixão não são coisas mutuamente exclusivas.”

O comentário de Robertson foi publicado em 27 de setembro como parte de uma declaração da Igreja Episcopal sobre o assunto, na qual invocou o mandamento de Jesus de “receber o estrangeiro” e o compromisso batismal dos Episcopais de “respeitar a dignidade de todo ser humano.”

Reduzir o limite de recebimento de refugiados para quase metade dos 30.000 do ano fiscal atual – muito abaixo da média de 95.000 nos 40 anos do programa – “desmantelará ainda mais o programa de reassentamento de refugiados”, afirmou a Igreja. “Aqueles que fogem da perseguição têm especial necessidade de nossa atenção e preocupação, pois buscam uma vida de dignidade e paz diante da opressão.”

 

Renúncia precoce de bispo sul-africano causa tristeza

A renúncia inesperada de um bispo sul-africano foi atribuída a pressões financeiras, de acordo com o Arcebispo da Cidade do Cabo e Primaz da África Austral, Thabo Makgoba. Em uma carta pastoral sobre a aposentadoria antecipada do Bispo de Natal, Dino Gabriel, o Arcebispo Thabo informou que sua renúncia foi “precipitada pelas consequências das pressões sobre as finanças diocesanas.”

Ele acrescentou: “Essas pressões não envolvem nenhuma conduta financeira ilícita, mas são o resultado de um ambicioso projeto de crescimento que não pôde ser sustentado. 

O Bispo Dino foi nomeado para o cargo em 2015 e o plano era que se aposentasse em setembro de 2020, mas ele apresentou sua renúncia ao Sínodo dos Bispos em setembro último.

“De certa forma, a renúncia do bispo Dino é uma inesperada antecipação do inevitável, já que ele se aposentaria em breve”, disse o Arcebispo Thabo. “No entanto, estou com o coração partido com o fato e suas implicações para a diocese.”

Depois de 39 anos no ministério, o Bispo Dino afirmou que seus quatro anos como líder da Diocese de Natal foram em grande parte um momento feliz, e que seu principal objetivo era avançar no trabalho de sua organização. No entanto, os meios de comunicação sul-africanos relatam que ele foi expulso por líderes hostis dentro de sua diocese.

O bispo, nascido na Itália, mudou-se para a África do Sul como sacerdote Católico Romano em 1987 e posteriormente ingressou na Igreja Anglicana em 1992 na diocese de Highveld. Em 2005, foi eleito Bispo da Zululândia, onde ministrou até se tornar Bispo de Natal em novembro de 2015.

Após o anúncio no Sínodo dos Bispos, o Arcebispo Thabo disse estar esperançoso pelo futuro da diocese, que afirmou ter capacidade para se unir e superar as diferenças que enfrentam.

Ele disse: “É a sincera oração e desejo do Sínodo dos Bispos que vocês encontrem a vontade de Deus e uns aos outros enquanto continuam buscando soluções para os desafios que estão enfrentando como família diocesana.”

Um plano detalhado de supervisão pastoral para a Diocese será elaborado para garantir que o ministério pastoral, litúrgico e administrativo seja exercido com amor e carinho.

 

Ex-representante da Comunhão Anglicana da ONU será consultora de reconciliação do Arcebispo de Canterbury

Autoridades do Lambeth Palace anunciaram que a Cônega Flora Winfield, que anteriormente trabalhava em Genebra como Representante Permanente da Comunhão Anglicana na ONU, deve liderar o trabalho de reconciliação do Arcebispo de Canterbury. A reconciliação é um aspecto central do ministério do Arcebispo Justin Welby. Além de seu trabalho com a ONU, a Cônega Winfield tem experiência de trabalho com o Arcebispo Justin - ela foi sua Representante Especial na Comunidade das Nações, um cargo criado para se preparar para a Reunião dos Chefes de Governo da Commonwealth (CHOGM) em Londres no ano passado.

Feliz pela nomeação, o Arcebispo Welby disse: “Me traz enorme satisfação que Flora esteja trazendo suas extensas habilidades e experiências para esse papel crucial. Ela serviu a Igreja da Inglaterra e a Comunhão Anglicana com sabedoria, dedicação e criatividade por muitos anos. É uma notícia maravilhosa que ela liderará o ministério da reconciliação aqui no Lambeth Palace.

“A reconciliação não é um extra opcional para os Cristãos - é o coração do evangelho e o caminho de Jesus Cristo. No mundo de hoje, encontrar maneiras de discordar de maneira criativa e construtiva é essencial se quisermos enfrentar os desafios das mudanças climáticas, das divisões políticas, dos conflitos armados e da desigualdade global.”

A Cônega Winfield disse: “No desafiador ambiente global de hoje, temos uma oportunidade real de fazer a diferença. Em parceria com outras igrejas e religiões, e com nosso alcance excepcional em todas as comunidades, somos chamados a viver o amor reconciliador de Cristo, reunindo o global e o local. Essa tarefa de reconciliação também envolve reconhecer a interconectividade dos desafios que todos enfrentamos e fornecer recursos às igrejas locais para responder a eles com confiança esperança. Estou honrada e empolgada por ter esta oportunidade de servir como Conselheira de Reconciliação do Arcebispo.”