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Notícias da Semana do Anglican Communion News Service - 8 de novembro de 2019

Posted on: November 8, 2019 2:09 PM
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Arcebispo condena petrolíferas por ‘provocar genocídio ambiental’

O Arcebispo de York clamou por ações urgentes para parar os derramamentos de petróleo que estão devastando comunidade no estado de Bayelsa na Nigéria. 

Após o lançamento de um relatório provisório da Comissão Estadual e Ambiental de Bayelsa, o Arcebispo Dr. John Sentamu, presidente da comissão, afirmou que as ações das empresas petrolíferas que operam no Delta do Níger são “nada menos que genocídio ambiental”.

O Arcebispo disse que as empresas de petróleo precisam acabar com uma cultura de duplicidade moral na Nigéria. Ao lançar o relatório, ele acusou a Shell, AGIP e outras empresas de petróleo de infligir devastação ambiental sobre o povo de Bayelsa e de ignorar seus pedidos de assistência.

Ele disse: “Aproximadamente 40 milhões de litros de óleo acabam no Delta do Níger todos os anos, oito vezes mais do que é derramado nos Estados Unidos, maior produtor e consumidor do mundo.”

Poucos países sofreram mais com a poluição do que a Nigéria desde que o petróleo foi descoberto no país na década de 1950. Ao longo do último meio século, em torno de 10 milhões de barris de petróleo foram derramados em todo o país.

“As primeiras análises mostram que, se a parcela de óleo derramado de Bayelsa for a mesma que o óleo bombeado, até um barril de petróleo pode ter sido derramado para cada homem, mulher e criança que vive hoje em Bayelsa”, disse o Arcebispo. “Estima-se que as consequências dos derramamentos de óleo possam matar cerca de 16.000 crianças no Delta do Níger anualmente no primeiro mês de suas vidas.”

“As empresas de petróleo hoje têm uma obrigação moral de manter os mesmos altos padrões ambientais onde quer que operem. Fazer qualquer outra coisa é continuar conscientemente um genocídio ambiental contra pessoas de lugares como o Delta do Níger”, disse ele.

A Comissão foi criada para investigar os danos ambientais e humanos causados pela operação de empresas petrolíferas como resultado de derramamentos de óleo e para analisar a legislação que rege a operação de empresas multinacionais de petróleo no Estado de Bayelsa e na Nigéria. O relatório final, que incluirá recomendações, deve ser divulgado no início de 2020.

 

Membros da Mothers’ Union comemoram centenário nas ilhas do Pacífico

Membros da Mothers’ Union das Ilhas do Pacífico estão comemorando seu centenário com uma semana de eventos nas Ilhas Salomão.

No mês passado, cerca de 2.000 membros se reuniram na Catedral da Província de Saint Barnabas para marcar o centenário da Mothers’ Union (MU) na Igreja Anglicana da Melanésia.

As celebrações incluíram uma dramatização contando a história da senhora Emily Sprott, esposa missionária que iniciou a Mothers’ Union em Ysabel em 1919.  Também houve apresentações de dança e canto de todas as dioceses, ajudando a recontar a história da MU ao longo de seu século de vida.

O Arcebispo da Melanésia, Leonard Dawea, que liderou o Culto Eucarístico, desafiou todos os membros a serem agentes de mudança em seus lares e comunidades e a continuar o trabalho de política social iniciado por Mary Sumner.

Falando no evento, a Presidente da Província, Pamela Abana, desafiou os membros a praticarem a autossuficiência. Ela disse: “Trabalhando em prisões e hospitais em Honiara, a MU faz visitas com alimentos e organiza estudos bíblicos.  A MU oferece habilidades para a vida, paternidade e alfabetização aos reclusos... Nos próximos 100 anos, teremos mudanças rápidas. Devemos permanecer fiéis na conquista de lares para Cristo e na abordagem de questões sociais.”

As celebrações da semana tiveram como objetivo homenagear o trabalho, realizações e vida dos pioneiros da MU na Melanésia e fortalecer ainda mais seu trabalho com fé e ação.

 

Voluntária americana se muda para a Espanha para ajudar a estabelecer um Centro Anglicano de Peregrinos do Caminho de Santiago

Um membro de uma igreja de Chicago se demitiu-se de seu emprego e se mudou para Madrid para ajudar a Igreja Episcopal Reformada Espanhola a estabelecer um Centro Anglicano de Peregrinos em Santiago de Compostela.

Quando Dawn Baity chegou ao final de sua peregrinação de 32 dias, que começa em Saint-Jean-Pied-de-Port na França e termina em Santiago de Compostela, ela ficou desapontada por não poder se juntar a uma Eucaristia na Catedral Católica Romana de Santiago.

Ela disse: “Você está lá na catedral e está ouvindo sobre todos os países representados pelos peregrinos que chegaram a Santiago naquele dia e todos estão louvando juntos nesta missa lindíssima, e é uma missa de boas-vindas. Então eles chegam à Comunhão, e você basicamente não é convidado para a mesa.”

Ex-redatora de subsídios em tempo integral nos Estados Unidos, ela agora serve a Igreja Espanhola Reformada Episcopal para auxiliar em seu plano de construir um Centro Anglicano de Peregrinos em Santiago de Compostela, um local onde todos os peregrinos podem compartilhar a Eucaristia e onde as mulheres clérigas podem presidir à mesa.

Dawn Baity, que é membro da Catedral de St. James em Chicago, disse: “Um centro Anglicano ecumênico é uma alternativa onde as pessoas podem vir e adorar, continuar com esse espírito de comunidade, e são convidadas a receber a Comunhão; o convite é que a parte importante. O centro não foi projetado para excluir ninguém. É realmente um lugar de boas-vindas para todos.”

O Caminho de Santiago de Compostela, ou “Caminho de Santiago”, é uma das mais antigas redes de rotas de peregrinação do cristianismo.

Cerca de 12 anos atrás, a Igreja Episcopal Espanhola começou a receber telefonemas de peregrinos da Comunhão Anglicana e de outras igrejas protestantes que pediam ajuda em tudo, desde hospedagem a emissão de novos passaportes para as pessoas que os perderam, disse o Bispo da Espanha, Carlos López Lozano.

“Descobrimos que milhares de jovens peregrinos são de igrejas protestantes e que realmente precisam de algo. E começamos a oferecer-lhes apoio espiritual”, disse ele.

“Estávamos pensando que deveria haver um lugar Anglicano em Santiago de Compostela para os peregrinos, para lhes dar a oportunidade de ter um espaço seguro onde possam ficar por um ou dois dias para refletir sobre sua vida espiritual no final da peregrinação.”

Há quatro anos, um grupo que se chamava Amigos do Centro Anglicano de Peregrinos, em Santiago, trabalhando ao lado do Bispo Carlos, começou a preparar as bases para o Centro Anglicano de Peregrinos. Este ano, a United Thank Offering (UTO) juntou-se ao esforço e reservou US$ 60.000 para um fundo de contrapartida de contribuições. Até o momento, foram levantados US$ 23.594. O custo total do centro é estimado em US$ 5 milhões.