This website is best viewed with CSS and JavaScript enabled.

Notícias da Semana do Anglican Communion News Service - 15 de novembro de 2019

Posted on: November 15, 2019 12:37 PM
Related Categories:

Governo filipino causa alarme ao vincular igrejas a grupos terroristas comunistas

Os bispos da Igreja Episcopal nas Filipinas criticaram o governo do país por acusar o Conselho Nacional de Igrejas nas Filipinas, juntamente com outras 17 organizações da sociedade civil, de atuar como fachada para grupos terroristas comunistas locais.

O Bispo da Diocese Episcopal da Filipinas Central, Rex Reyes, ex-Secretário-Geral do Conselho Nacional de Igrejas nas Filipinas (NCCP), emitiu uma declaração, apoiada pela Igreja Episcopal do país, chamando a ação de “irresponsável e maliciosa”.

O NCCP, do qual a Igreja Episcopal nas Filipinas faz parte, foi rotulado como organização de fachada para grupos terroristas comunistas por um diretor de inteligência das Filipinas em uma audiência pública no Congresso das Filipinas.

O Bispo Primaz das Filipinas, Joel Atiwag Pachao, disse que a igreja episcopal e os advogados das igrejas membros estão preparados para contestar a acusação na justiça, mas que não foram em frente depois de serem assegurados de que o NCCP não estava incluído na lista. Ele disse: “É irônico notar que muitas das organizações citadas são organizações de caridade ativas em projetos de ajuda e reabilitação”.

Na declaração da Igreja Episcopal, o Bispo Rex Reyes disse que o NCCP nunca se envolveu em ações secretas e que se opôs à lei marcial e à violação dos direitos humanos. Ele disse: “Os esforços pioneiros do NCCP em defesa da paz e justiça neste país também são um livro aberto. Tenho orgulho em dizer que, entre os conselhos de igrejas em todo o mundo, o NCCP é reconhecido por sua formação ecumênica vibrante, duradoura, líder e renomada. Este reconhecimento é porque o NCCP vê sua vida e seu trabalho da perspectiva dos vulneráveis, oprimidos e marginalizados.”

Ele destacou a corrupção nas altas esferas da sociedade, e disse ainda que: “Não há nada de errado quando os Cristãos apontam que há tanta corrupção... O que é errado, se não totalmente subversivo, é quando uma mentalidade que mata, persegue e acusa suprime aqueles que defendem a dissidência e o ativismo fundados em princípios. É importante lembrar-se de como a dissidência e o ativismo fundados em princípios tornaram este mundo mais pacífico e justo… O que é certo é defender os direitos humanos, a justiça e a paz. Apoio o NCCP.”

A ação do governo foi amplamente condenada por líderes Cristãos em todo o mundo; os líderes da Conferência Cristã da Ásia e do Conselho Mundial de Igrejas se pronunciaram em oposição à lista.

O Secretário-Geral da Conferência Cristã da Ásia (CCA), Dr. Mathews Chunakara, disse: “Rotular indiscriminadamente o Conselho Nacional de Igrejas nas Filipinas como parte de alguma ‘organização de fachada’ de ‘Grupos Terroristas Comunistas’ locais é um ato reprovável do Departamento de Defesa Nacional das Forças Armadas das Filipinas, e essas ações só criarão medo entre os funcionários do NCCP e suas famílias.”

O Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Dr. Olav Tveit, disse: “Nos solidarizamos com o povo das Filipinas, que está de luto por seus entes queridos e tem medo de se tornar a próxima vítima. Conclamamos o governo das Filipinas a acabar com a guerra às drogas, a tomar medidas para responsabilizar aqueles que realizaram assassinatos extrajudiciais e a respeitar e proteger os direitos humanos e a igual dignidade dada por Deus a todas as pessoas na Filipinas.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU solicitou um relatório sobre a situação dos direitos humanos nas Filipinas, que deve ser revisado em junho de 2020.

 

Novo Arcebispo nomeado para Jerusalém e o Oriente Médio

O Bispo de Chipre e do Golfo, Michael Lewis, será o novo Bispo Presidente e Primaz da Província de Jerusalém e do Oriente Médio, assumindo suas funções este mês.

Ele sucede ao Arcebispo Suheil Dawani, Bispo da Diocese de Jerusalém.

O Bispo Michael afirmou que está ansioso para oferecer às pessoas um panorama da enorme diversidade da província, que inclui 20 países diferentes e quatro dioceses.

Ao falar sobre seu novo papel, ele disse: “O maior desafio e o maior privilégio é manter a presença Cristã onde quer que estejamos. Existem alguns países onde o cristianismo é honrado e considerado parte da vida integral de uma nação. Já em outros, ele está sob pressão e ameaça, onde talvez as pessoas se perguntem qual for o papel dos Cristãos.”

Ele disse que os Cristãos no Iraque precisam de muito apoio após a guerra, os distúrbios civis e as mudanças econômicas. “Irã é outro exemplo”, disse ele. “A igreja do país tem grandes desafios para continuar existindo e manter seus números de fieis. E precisamos encontrar um novo bispo para a Diocese Anglicana no Irã, que será uma das minhas principais tarefas.”

Outros desafios incluem as dificuldades enfrentadas por migrantes e não-indígenas em algumas dioceses, sobre os quais afirmou que precisam de incentivo, orientação e apoio. Outras mudanças também são esperadas na província, já que a diocese do Egito explora um possível futuro como nova província após o desenvolvimento da igreja na Etiópia.

O Bispo Michael disse que os últimos 12 anos no Chipre e no Golfo o ensinaram muito. “Temos que reconhecer que devemos trabalhar ecumenicamente e de forma prática junto com outros Cristãos da boa vontade. Isto traz enorme benefícios, e o ecumenismo em toda a província seguem cheios de esperança.”

Ele disse que também aprendeu muito sobre outras relações de fé. “O encontro com o Islã nessas terras, onde o Islã é importante, está apenas na sua infância”, disse ele, “e há muito mais a ouvir, aprender e considerar.”

No que concerne o futuro da Província como parte da Comunhão Anglicana, Michael disse:

“Estou muito comprometido em conviver com a diferença, e há muitas diferenças na Comunhão Anglicana neste momento com as quais devemos conviver. Penso que, nas dioceses de nossa província e na província como um todo, à medida que esta se reconfigura ao longo dos anos, espero que nos respeitemos e nos honremos, e que nos regozijemos com as diferentes vertentes do Anglicanismo.”

O Bispo continuará atuando como Bispo Diocesano de Chipre e do Golfo, cargo que ocupou nos últimos doze anos. Antes de se mudar para Chipre, ele serviu como Bispo de Middleton na Diocese de Manchester, no Reino Unido.