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Notícias da Semana do Anglican Communion News Service - 4 de outubro de 2019

Posted on: October 4, 2019 12:54 PM
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Bispo de Barbados pede às igrejas que busquem soluções para o número reduzido de jovens entre os fieis

As igrejas precisam fazer as coisas de maneira diferente, usando redes sociais e tecnologia, para atrair a geração mais jovem de volta à igreja. Esta é a conclusão do Bispo de Barbados, Michael Maxwell, que afirmou que há uma lacuna significativa de certas faixas etárias em muitas congregações.

Falando em uma palestra durante um almoço na Igreja Anglicana de St. Mary, em Bridgetown, o bispo disse que viu o perfil demográfico da igreja mudar ao longo dos anos, com muitas pessoas mais maduras agora presentes e uma lacuna entre as idades de 15 a 25 anos.

Ao abordar o tema da igreja como um oásis na cidade, ele disse: “A Igreja como um oásis não deve ser um lugar seco e que não tem nada a oferecer para a vida ...”

Ele disse que os Anglicanos podem ter que fazer as coisas de maneira diferente para conquistar e manter a atenção das pessoas em um mundo em mudança. “Eles [jovens] não querem apenas ir à igreja, receber uma homilia e voltar para casa”, disse ele. “Eles querem compartilhar o que estão passando, e esperam obter uma resposta que os ajude.”

Segundo o bispo, a igreja tem a responsabilidade de ser o espaço onde as pessoas podem buscar e encontrar a presença de Cristo.

Incentivando a igreja a procurar novas maneiras de abordar os jovens, ele disse: “Precisamos encontrar maneiras mais informais de oferecer a sabedoria espiritual necessária para enfrentar os desafios e os problemas que eles enfrentam, seja em suas casas, locais de trabalho ou relacionamentos.”

Ele defendeu programas de orientação através do uso de tecnologia e redes sociais, dizendo que isso melhoraria a comunicação e permitiria que eles permanecessem em contato com a igreja e conectados a ela.

 

Bispos da América do Sul exortam governos a implementar políticas de desmatamento zero

Um grupo de oito bispos Anglicanos de cinco países da América do Sul emitiu uma declaração conjunta pedindo que governos internacionais implementem urgentemente políticas de desmatamento zero após a devastação causada por incêndios na Amazônia.

Os bispos, representando povos indígenas em igrejas da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai, descreveram os incêndios como evidência do “orgulho e desobediência humanos contra o mandamento de Deus de serem guardiões de Sua criação”.

Representando em conjunto a maior congregação religiosa indígena da América Latina, cada um dos bispos disse que seus membros viram lares serem queimados e sua biodiversidade sendo destruída. Eles afirmam: “Acreditamos que, sem arrependimento genuíno por parte de todos nós, continuaremos a pagar um preço enorme, com desastres maiores do que aqueles que vimos recentemente em nossos países”.

A declaração, emitida na semana passada, conclamou os governos locais e internacionais a implementar políticas de Desmatamento Zero por meio da aprovação e fiscalização de leis e programas eficazes de proteção, ação e restauração de ecossistemas impactados e ameaçados. Eles esperam que as novas proteções sejam resultados concretos da próxima  Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP25,  a ser realizada no Chile em janeiro de 2020.

Eles disseram: “Também instamos as empresas e produtores a refletirem sobre suas estratégias de exploração e extração de recursos naturais e a buscarem alternativas mais sustentáveis. Por fim, instamos todos os habitantes do planeta Terra a adotarem maneiras, costumes e hábitos que reduzam sua pegada de carbono e causem menos danos ao planeta. Consideramos essas medidas essenciais para combater as mudanças climáticas e garantir a sobrevivência daqueles povos que procuram proteger suas terras ancestrais.”

Expressando solidariedade com os protestos climáticos globais, os bispos disseram que era inaceitável que os interesses econômicos de qualquer país causassem a destruição do meio ambiente mundial, ou ainda que interesses políticos locais fossem colocados acima do futuro do planeta.

Uma cópia completa da declaração e da lista de signatários está disponível no seguinte link: https://anglicana.org.ar/index.php/2019/09/27/declaracion-pastoral-de-los-obispos-anglicanos-de-la- província-de-sudamerica-setembro-2019/

 

Proteger os direitos das crianças é nossa responsabilidade, diz Arcebispo

As comunidades religiosas têm uma responsabilidade e um papel vitais a desempenhar na proteção dos direitos das crianças e na prevenção da violência contra elas, de acordo com um relatório internacional previsto para publicação no mês que vem.

A Arigatou International, uma ONG que trabalha em colaboração para construir um mundo melhor para as crianças, está se preparando para lançar um novo estudo sobre a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) a partir da perspectiva das sete principais religiões. Programado para coincidir com o 30º aniversário da CDC em novembro de 2019, o estudo destaca o importante papel desempenhado pelas comunidades religiosas na promoção dos direitos e bem-estar das crianças e promove a necessidade de ação continuada por parte das comunidades religiosas no futuro. 

Julio Murray, Primaz da Igreja Anglicana na Região da América Central e Bispo do Panamá, participou de um Briefing da ONU sobre os direitos da criança há alguns meses atrás, quando a Arigatou apresentou uma prévia de seu estudo.

O arcebispo compartilhou suas próprias experiências e reflexões naquela ocasião, valendo-se das conclusões de um fórum internacional sobre o fim da violência contra crianças, organizado pela Rede Global de Religiões para a Infância  e apoiado pela Arigatou, do qual participou no Panamá em 2017.

Ele disse: “É uma realidade que milhões de crianças convivem diariamente com assédio, discriminação e todo tipo de violência. Alguns de nós têm vergonha do fato de que o primeiro lugar nos quais elas mais enfrentam essas coisas seja em suas famílias e que o segundo lugar sejam as igrejas, mesquitas, templos e outros lugares onde as comunidades religiosas se reúnem.”

Ele disse ao painel que os líderes religiosos precisam aprender mais sobre a Convenção dos Direitos da Criança, seus objetivos e a realidade jurídica, e têm a oportunidade de discutir maneiras concretas de fazer mudanças.

“Os líderes religiosos agora estão vindo a público para se desculpar por atos de assédio, tanto físico quanto espiritual e emocional”, disse ele. “É importante para nós ajudar as vozes das crianças a se tornarem ações concretas para transformar a realidade de morte em uma realidade de vida.”

O arcebispo disse que o fórum no Panamá lhe permitiu ouvir as vozes das crianças e as realidades preocupantes do tipo de violência que enfrentam, incluindo casamento infantil, soldados infantis, bullying e assédio, pressão de gangues, mutilação/corte genital feminino (MGF/C) e exploração e tráfico sexual.

O relatório da Arigatou, intitulado Faith and Children’s Rights: A Multi-religious Study on the Convention on the Rights of the Child (“Fé e os Direitos da Criança: Um Estudo Multirreligioso sobre a Convenção sobre os Direitos da Criança”), deve ser divulgado em 20 de novembro de 2019.  Ele apresentará também recomendações práticas para ajudar líderes religiosos e comunidades religiosas a oferecer mais proteção às crianças.