This website is best viewed with CSS and JavaScript enabled.

Notícias da Semana do Anglican Communion News Service - 18 de outubro de 2019

Posted on: October 18, 2019 11:04 AM
Related Categories:

Polícia antiterrorismo britânica denuncia “apoiadora do Daesh” por planejar ataque terrorista na Catedral de São Paulo

A icônica Catedral de São Paulo, na cidade de Londres, era um dos alvos de um ataque planejado por terroristas, disse a Polícia Metropolitana da cidade. Em um comunicado, o Comando de Polícia Anti-Terrorismo da Polícia Metropolitana afirmou que Safiyya Amira Shaikh, uma mulher de 36 anos de Hayes (Middlesex), foi acusada de crimes de terrorismo e detida após comparecer ao Tribunal de Westminster. Ela comparecerá ao Tribunal Criminal Central – conhecido como “Old Bailey” – em 1º de novembro.

Ela foi acusada de planejar atos terroristas, em violação do Artigo 5 do Terrorism Act (“Lei do Terrorismo”) de 2006. A denúncia alega que, entre 19 de agosto deste ano e sua prisão em 10 de outubro, Shaikh entrou em contato com uma pessoa que acreditava poder ajudá-la a preparar explosivos; pesquisou métodos e finalizou seu plano para prática de ato terrorista; realizou um reconhecimento em um hotel e estudou sua adequação como alvo de uma bomba; e compareceu à Catedral de São Paulo para analisar a segurança do local e o melhor lugar para plantar uma segunda bomba.

Eles também alegam que ela havia fornecido duas sacolas para uma pessoa com a intenção de acomodar dispositivos explosivos; e que havia preparado sua promessa de lealdade ao Daesh (o auto-denominado “Estado Islâmico”).

 

Igrejas em todo mundo trazem atenção para o calvário dos inocentes que fogem da violência na Síria

Falando em nome de igrejas em todo o mundo, o Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) pediu o fim da violência no nordeste da Síria em meio às ações militares da Turquia que colocam os refugiados em risco. O Dr. Olav Fykse Tveit afirmou estar profundamente preocupado com o impacto humanitário nas pessoas da região, onde há relatos de que dezenas de milhares de civis estão fugindo dos ataques turcos.

“O povo sírio já foi submetido a conflitos demais, a derramamento de sangue demais, a destruição e deslocamento demais”, disse ele. “As igrejas do mundo exigem o fim dessa situação – um fim para o sofrimento do povo. Chega de luta, caos e morte. É hora da paz, da trégua, do diálogo e da justiça para as vítimas das atrocidades perpetradas por esses anos catastróficos de violência.”

A Diocese Anglicana/Episcopal de Jerusalém disse em seu site que, devido à contínua violência e distúrbios civis em Damasco e Alepo, todas as igrejas foram fechadas até segunda ordem. Eles pedem oração pelas congregações e o povo da Síria e pela paz em sua região.

 

Líderes Anglicanos rezam pela paz durante culto de memorial da guerra de Kundesang

Arcebispos da Austrália e do Reino Unido juntaram-se a líderes da Igreja do Leste da Ásia em um culto memorial em Sabah (Bornéu) para orar pela paz, lembrando-se das mais de 2.400 vítimas que marcharam até a morte no final da Segunda Guerra Mundial. O Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, e o Arcebispo de Melbourne, Philip Freier, participaram do culto especial em 5 de outubro no Memorial de Guerra de Kundesang.

Após o culto, o arcebispo Welby descreveu o jardim memorial como um lugar extraordinário que lhe permitiu pensar em cada pessoa que havia morrido, e na família e entes queridos que deixaram para trás. Ele disse: “a guerra traz essas terríveis tragédias - podemos nos orgulhar do enorme sacrifício, de seu sofrimento, para além de nossa compreensão, mas devemos nos comprometer a encontrar outras maneiras de lidar com nossas diferenças.”

O Arcebispo Phil Freier disse que se sentiu privilegiado por estar lá e participar do culto. “É uma lembrança pesada da perda e do sofrimento da guerra – foi muito emocionante ouvir a população local falar do quanto respeitam o sacrifício que foi feito.”

Ele disse que o culto e o memorial mostraram a reconciliação que é possível em Cristo.

“Hoje estivemos aqui com australianos, ingleses e pessoas de diversos contextos juntas em louvor com Cristãos japoneses, sem nenhum sentimento de culpa, porque reconhecemos essas sementes do mal dentro de todos nós, e é apenas na misericórdia de Deus que podemos nos libertar, como pessoas, de repetir essas coisas terríveis e desumanas.”

 

John Henry Newman é o primeiro santo inglês em 40 anos

A canonização de John Henry Newman, que era sacerdote Anglicano antes de se converter à Igreja Católica Romana, foi descrita como motivo de celebração para todos. Após o decreto Papal no domingo (13 de outubro), John Henry Newman se tornou o primeiro santo inglês canonizado em mais de 40 anos e o primeiro não mártir em mais de 600 anos, desde que São João de Bridlington foi canonizado pelo Papa Bonifácio IX em 1401.

A missa de domingo na Praça de São Pedro, no Vaticano, contou com a presença de uma grande delegação de Anglicanos, incluindo o Príncipe de Gales, Príncipe Charles, que disse que era motivo de celebração para todos que apreciam os valores que o inspiraram.

Em um artigo publicado pelo Vaticano, o Príncipe Charles escreveu: “numa época em que a fé estava sendo questionada como nunca antes, Newman, um dos maiores teólogos do século XIX, aplicou seu intelecto a uma das questões mais prementes de nossa época: qual deve ser a relação da fé com uma era cética e secular? Seu envolvimento, primeiro com a teologia Anglicana e, depois de sua conversão, com a teologia Católica, impressionou até seus oponentes com sua honestidade sem temor, seu rigor inigualável e a originalidade de seus pensamentos.”

O Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, descreveu a canonização como um presente para toda a Igreja Cristã: “Seu legado vai muito além de uma ou duas igrejas”, disse ele. “É um legado global, um legado de esperança e verdade, da busca de Deus, da devoção por fazer parte do Povo de Deus.”

Ele acrescentou: “Para a Igreja da Inglaterra, Newman, junto com outros (...) iniciou o Movimento de Oxford, que teve uma influência fundamental, duradoura, benéfica e relevante no Anglicanismo.”