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Notícias da Semana do Anglican Communion News Service - 2 de agosto de 2019

Posted on: August 2, 2019 1:58 PM
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Arcebispo de Canterbury visitará local do massacre na Índia

A peregrinação, a oração e a preocupação pastoral formarão os elementos-chave da visita do Arcebispo de Canterbury às Igrejas Unidas do Norte e do Sul da Índia em setembro.

O Arcebispo Justin Welby, acompanhado por sua esposa, fará uma visita de 10 dias à Índia. A agenda incluirá a participação de cerimônias para marcar o centenário do massacre de Amritsar.

O Arcebispo Justin disse: “Oro para que esta visita proporcione, em primeiro lugar, oportunidades para orar com os Cristãos locais; em segundo lugar, quero ouvir as histórias das pessoas locais, ouvir as alegrias e desafios que enfrentam em sua vida diária; e, finalmente, estou ansioso para visitar locais importantes de oração e significado. A Índia tem uma longa e distinta história Cristã que remontam ao século I, quando se acredita que São Tomás viajou para Kerala. Estou ansioso para aprender com a Igreja na Índia e compartilhar seu louvor”.

A viagem à Índia, planejada após um convite das duas Igrejas, começará no dia 31 de agosto após uma visita ao Sri Lanka, onde o arcebispo estará em solidariedade com os Cristãos e vítimas dos atentados da Páscoa.

Começando a parte indiana da viagem em Kerala, no sul do país, o Arcebispo planeja visitar Kottayam, Bengaluru, Hyderabad e Medak com a Igreja do Sul da Índia e, em seguida visitar Jabalpur, Calcutá e Amritsar com a Igreja do Norte da Índia.

O Arcebispo Justin visitará o Templo Dourado em Amritsar e será o primeiro Arcebispo a visitar o local do massacre de Jallianwala Bagh. Ele se unirá em eventos para relembrar a tragédia, em que milhares de indianos desarmados de diversas religiões diferentes foram mortos por tropas britânicas em 1819.

Falando sobre o evento, o conselheiro de assuntos inter-religiosos do Arcebispo, Dr. Richard Sudworth, afirmou que Justin Welby emitirá uma declaração incluindo um “relato transparente" do que aconteceu. “Tratamos esta questão com total sobriedade", disse ele, “como um momento para reconhecer alguns dos pecados de nossa história a fim de avançar com boa vontade e prosperidade mútua”.

Igrejas assumem papel essencial na batalha contra o mais recente surto de Ebola

Igrejas Anglicanas na República Democrática do Congo estão desempenhando um papel vital, juntamente com agências de saúde, na luta contra o segundo maior surto de Ebola do mundo no nordeste do país.

O Arcebispo do Congo, Masimango Katanda, informou que a Igreja está tentando conscientizar as pessoas sobre a realidade do vírus e combater a desinformação. Ele disse: “O principal papel da Igreja neste momento é aumentar a conscientização… O Ebola preocupa a todos. Vamos encorajar todos os membros da igreja a se informarem e seguir os conselhos para que possam cuidar de si mesmos. Trabalharemos com pastores, jovens, diretores de escolas, a Mothers’ Union e outros atores para que todos possam se envolver juntos para erradicar essa doença”.

Ele também disse que as igrejas nas áreas afetadas estabeleceram diversos pontos para limpeza das mãos e medição de temperatura corporal, e também estão trabalhando com as agências humanitárias envolvidas na crise.

O surto na África central, que já dura quase um ano, se tornou o segundo mais mortal da história, com mais de 1.600 mortes no nordeste do país. 

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto como uma “emergência de saúde pública de preocupação internacional” após o primeiro caso confirmado em Goma, uma cidade da RDC com quase dois milhões de habitantes na fronteira leste do país com Ruanda. O caso aumentou o risco do vírus se espalhar internacionalmente.

O Arcebispo Katanda disse que o surto ocorreu em uma área onde muitos grupos armados de rebeldes de vários países estavam ativos. Isto tornou a resposta mais complexa, já que as pessoas locais viram organizações de auxílio ajudando vítimas do Ebola mas não as vítimas do conflito em curso. 

Ele conclamou por uma abordagem multi-direcionada para ajudar a região: combater o vírus Ebola e ajudar as vítimas da violência na área. Ele também enfatizou a importância da educação nas escolas e igrejas.

Rachel Carnegie, Diretora Executiva da Aliança Anglicana, organização que ajuda a coordenar as atividades das agências Anglicanas de assistência e desenvolvimento, disse que estava trabalhando com colegas na RDC para fornecer apoio, incluindo para compartilhar o que foi aprendido com o surto de cinco anos atrás na África Ocidental

Ela disse: “É uma situação muito séria com a qual estamos todos preocupados. Mas os bispos de lá mostraram liderança exemplar, e as respostas que recebemos das igrejas na África Ocidental após o surto na região também nos ajudaram a informar as igrejas Anglicanas na RDC. Uma das principais lições aprendidas com a resposta da fé na África Ocidental foi trabalhar com os serviços de saúde para promover estratégias de prevenção, incluindo enterros seguros e dignos”.

Campo de minigolfe instalado em Catedral Inglesa para ajudar os visitantes mais jovens a “dar suas tacadas”

Um campo de minigolfe foi instalado em uma catedral da Igreja da Inglaterra em Rochester (Kent) para ajudar a construir pontes com os mais jovens.

Embora os cultos continuem normalmente, a nave medieval da catedral foi tomada de verde e recebeu uma série de “pontes” para que os visitantes pudessem jogar minigolfe enquanto se inspiram com a arquitetura.

A Revda. Rachel Phillips, Cônega para Missão e Crescimento da Catedral de Rochester, disse: “Por mais de 1.400 anos, a Catedral de Rochester tem sido um centro de aprendizado para a comunidade. Ao instalar temporariamente um campo de minigolfe educativo, pretendemos continuar essa missão, dando às pessoas a oportunidade de aprender enquanto participam de uma atividade divertida, proporcionando a muitos provavelmente sua primeira chance de visitar o local.

Ela disse que o campo constitui a peça central do tema de ‘Construção de Pontes’, que foi a base das atividades de verão do local. 

“Assim como a ponte física que ficava sobre o rio Medway desde os tempos romanos”, explicou ela. “Os vínculos invisíveis, mas igualmente históricos, entre a Catedral e a comunidade a seu redor também são uma espécie de ponte. Esperamos que, enquanto jogam minigolfe, os visitantes reflitam sobre as pontes que precisam ser construídas em suas próprias vidas e em nosso mundo de hoje”.

O campo de nove buracos foi projetado e pago pela Rochester Bridge Trust e inclui um modelo da ponte romana original em Rochester.

No entanto, a iniciativa se mostrou controversa e enfrentou críticas de alguns clérigos nas mídias sociais, que afirmaram que a catedral havia se esquecido da teologia para buscar ganhos financeiros.