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Notícias da Semana do Anglican Communion News Service - 26 de julho de 2019

Posted on: July 26, 2019 2:30 PM
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Fórum internacional pede ação conjunta da igreja para acabar com o desenvolvimento de energia nuclear

Um fórum internacional criado pela Nippon Sei Ko Kai (NSKK) – a Comunhão Anglicana no Japão - divulgou uma declaração nesta semana clamando pela desnuclearização e conclamando as igrejas a participem da campanha pela energia natural.

O comunicado, emitido após uma reunião em maio, afirma que “o desastre da Usina Nuclear Fukushima Daiichi da Companhia Elétrica de Tokyo (Tokyo Electric Power Company) e os danos conexos resultantes do Grande Terremoto do Leste do Japão em 11 de março de 2011 destruíram completamente o mito da segurança e nos fizeram cientes do perigo extremo da geração de energia nuclear.”

Ele afirma que, enquanto houver geração de energia nuclear, ela continuará a criar resíduos radioativos perigosos e haverá o risco de que a tecnologia possa ser desviada para armas nucleares a qualquer momento e ameaçar o direito de viver em paz.

Continua: “como sociedade, não deveríamos mais continuar a ter como prioridade econômica depender da geração de energia nuclear. Devemos seguir um novo caminho, claro, praticando a economia e a conservação da energia, e fazer mudanças na política de energia renovável... Além disso, reconhecemos que, quando ocorre um acidente em uma usina nuclear, o dano é irreparável e mais perigoso do que com qualquer outra fonte de energia. Embora, por um lado, os graves efeitos persistam até hoje, oito anos depois, com o passar do tempo nos esquecemos da dor e do sofrimento dos afligidos por desastres.”

A Comunhão Anglicana no Japão expressou claramente sua posição sobre a questão da geração de energia nuclear, que levou ao Fórum Internacional por um Mundo Livre de Energia Nuclear, realizado na Igreja de Cristo de Sendai e Moniwa-so (Sendai) em maio de 2019. Cerca de 68 participantes de todo o mundo participaram do evento, incluindo representantes leigos e clericais do Reino Unido, dos EUA, da Coréia, de Taiwan e das Filipinas, bem como membros do Conselho Nacional Cristão do Comitê de Paz e Assuntos Nucleares do Japão e membros do Comitê de Justiça e Paz da Igreja Anglicana do Japão.

Oração e comunhão no aniversário do pouso na lua

Enquanto pessoas e igrejas em todo o mundo celebravam os 50 anos desde o pouso na lua da Apollo 11 em 1969, uma série de fatos emergiu sobre a primeira “comunhão extra-terrestre”. Becky Clark, Diretora de Igrejas e Catedrais da Igreja da Inglaterra, explicou que o astronauta norte-americano Buzz Aldrin, parte da tripulação da Apollo 11 e um dos primeiros a pisar na superfície da Lua, havia levado algo especial com ele na jornada.

Como presbítero da Igreja Presbiteriana de Webster, ele recebeu permissão especial para levar pão e vinho com ele antes de viajar ao espaço em 1969. Becky disse que Aldrin consagrou a sagrada comunhão a si mesmo enquanto estava no espaço. Ela explicou: “Aldrin levou o pão e o vinho dentro do módulo lunar Eagle depois da aterrissagem no Mar da Tranquilidade da Lua. A comunhão ocorreu durante uma hora de inatividade concedida aos astronautas para permitir que se recuperassem de seu voo espacial e se preparassem para a caminhada lunar."

Aldrin disse: “Me perguntei se seria possível comungar na lua, simbolizando o pensamento de que Deus também estava se revelando lá, enquanto o homem alçava novos voos no universo.” Mais tarde, ele disse que era interessante pensar que o primeiro líquido derramado na lua e o primeiro alimento ali consumido eram elementos de comunhão.

Em todo o Reino Unido, muitas catedrais e igrejas da Igreja da Inglaterra celebraram o cinquentenário do pouso lunar com obras de arte, exposições e cultos especiais, ajudando a conectar o evento a temas Cristãos.

A Catedral de Lichfield inaugurou a obra One Small Step (“Um Pequeno Passo”), uma réplica de 36 metros da superfície lunar, em comemoração da data. A peça dará aos visitantes a chance de “caminhar na lua” até o final de setembro.

O dia de abertura incluiu um culto especial de comunhão “na lua”. A catedral afirma que a instalação foi projetada para ajudar os visitantes a “contemplar e observar uma das jornadas mais significativas que a humanidade já fez, e nos permite imaginar possibilidades para a humanidade”.

“Não nos obrigue a participar de eventos públicos”, diz o arcebispo Moses Deng Bol ao governo do Sudão do Sul

O arcebispo da província interna do Norte de Bahr el ghazel, o Arcebispo Moses Deng Bol, pediu ao governo do Sudão do Sul que pare de obrigar os cidadãos a participar de eventos públicos. As declarações foram feitas em um evento organizado pela Okay Africa Foundation, uma organização não-governamental formada em 2016 em Juba para defender os direitos de jovens, mulheres e crianças.

O Sudão do Sul ganhou independência do Sudão em 9 de julho de 2011, e todos os anos as lojas são obrigadas a fechar na data e todos são instados a participar de eventos para marcar a ocasião. Mas desde 2016, o governo não organiza celebrações oficiais por falta de fundos.

Em seu discurso, o arcebispo aplaudiu os jovens por participarem de tais eventos, para que pudessem entender o acordo de paz e o acordo de segurança recentemente celebrados.

O Exército Popular de Libertação do Sudão - o SPLA - é o movimento que levou o Sudão do Sul à independência. Segundo o Arcebispo, as pessoas não participam da maioria dos eventos públicos por causa do assédio das forças de segurança, que obrigam as pessoas a comparecer e ordenam o fechamento de lojas, restaurantes e supermercados. Isso não incentiva os cidadãos a comparecer a eventos públicos. Quando fecham seus negócios, eles tendem a ir para casa ao invés de para os eventos organizados.

O Arcebispo Moses disse que os líderes políticos concentram seus discursos em seus partidos políticos ao invés de abordar questões de interesse da comunidade em geral. “Faça o melhor para seus cidadãos, e quando houver uma reunião pública como o Dia da Independência, não haverá necessidade de forçá-los a fechar suas lojas ou forçá-los a participar”, ele disse. “Eles fecharão voluntariamente suas lojas e celebrarão com você”.