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Notícias da Semana do Anglican Communion News Service – 19 de julho de 2019

Posted on: July 19, 2019 9:56 AM
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Igreja Anglicana do Canadá elege a Bispa Linda Nicholls sua primeira primaz feminina

A Igreja Anglicana do Canadá (ACoC) acaba de eleger Linda Nicholls, Bispa da Diocese de Huron, como sua próxima primaz. Ela se tornará a primeira mulher a ocupar essa posição na ACoC e a segunda primaz feminina da história da Comunhão Anglicana.

A eleição, realizada durante o Sínodo Geral da ACoC na Catedral da Igreja de Cristo em Vancouver em 13 de julho último, começou com cinco nomeados. A Bispa Linda foi eleita na quarta votação, com 64% dos votos leigos e 71% dos votos do clero.

Falando logo após a eleição, a Bispa Linda disse: “vocês me conferiram uma honra que mal posso imaginar, e é aterrorizante. Mas também é um presente poder andar com toda a Igreja Anglicana do Canadá por todos os cantos da nação.”

A Bispa Linda desempenha um papel ativo na liderança da Comunhão Anglicana. Ela é membro da ARCIC (Comissão Internacional Anglicana – Católico Romana) e faz parte do Grupo de Trabalho dos Primazes do Arcebispo de Canterbury criado para restaurar os relacionamentos da Comunhão Anglicana.

A presidência do Grupo de Trabalho é rotativa, alternando a cada reunião. Em uma entrevista no ano passado depois de presidir uma reunião, a Bispa Linda disse: “Tenho grande confiança na capacidade dos Cristãos de se sentarem e ouvirem uns aos outros e de discutir profundamente os conceitos centrais do que significa ser uma pessoa em Cristo. E que esses conflitos causam dor e causam desavenças, mas também nos levam a ouvir mais profundamente o que nos conclama a andar juntos”.

Como primaz da Igreja do Canadá, Linda Nicholls assume o cargo em meio às repercussões da polêmica votação para permitir casamentos entre pessoas do mesmo sexo. A votação não conseguiu alcançar a maioria necessária de dois terços em todas as três casas no Sínodo Geral este mês. A votação, realizada na última sexta-feira (12 de julho), aconteceu depois de anos de debate.

A Bispa disse aos membros do Sínodo Geral que acreditava que a igreja era capaz de superar as divisões.

“Temos uma reconciliação a fazer. E temos uma profunda cura a alcançar. E eu sei que esta igreja consegue fazer ambos”, disse ela. “Eu vi esta igreja enfrentar o desafio de sua diversidade; Eu vi essa igreja agir de maneira notável que o resto do mundo observa com atenção. E mesmo que às vezes causemos profunda dor, também nos vi enfrentar o desafio do trabalho de cura de nos reunirmos ao redor da mesa de Deus, onde nosso primeiro chamado é em Cristo”.

Ela foi instalada como Arcebispa e Primaz na terça-feira (16 de julho), sucedendo o Arcebispo Fred Hiltz após sua aposentadoria.

Votação marca divisor de águas para a igreja indígena no Canadá

O Sínodo Geral da Igreja Anglicana do Canadá votou com larga margem a favor da aprovação de medidas para levar à criação de uma igreja indígena autodeterminada dentro da Igreja. Após a aprovação das mudanças na lei canônica, o Bispo Nacional Indígena Anglicano, Mark MacDonald, recebeu o título e o status de Arcebispo. Ele poderá participar em todas as edições do Círculo Sagrado – as reuniões nacionais de Anglicanos indígenas para oração, adoração, discernimento e tomada de decisões – como convidado (com voz, mas sem voto).

A resolução permitirá que o Ministério Nacional Indígena faça uma série de mudanças na composição do Conselho Anglicano dos Povos Indígenas (ACIP) e do Círculo Sagrado sem precisar da aprovação do Sínodo Geral.

O Arcebispo Mark afirmou que “as pessoas frequentemente interpretam o que estamos fazendo erroneamente como uma tentativa de independência, de afastamento da igreja. Nós realmente queremos nos tornar uma expressão indígena da igreja, e estamos apenas solicitando a liberdade e a dignidade das quais outros Anglicanos já desfrutam”.

Como resultado da colonização, ele sugeriu, foi negada aos povos indígenas a capacidade de receber e viver a Palavra de Deus, devido à imposição de meios estrangeiros para lidar com a encarnação da Palavra.

A autodeterminação, disse MacDonald, “não é um afastamento da igreja, mas um movimento para se envolver mais profundamente na igreja a partir de uma perspectiva indígena”.

Concluída primeira tradução da Bíblia para a língua toquelauana

A primeira Bíblia do mundo em língua toquelauana está sendo preparada para publicação. O verso final da nova obra foi traduzido na última quarta-feira (10 de julho). O evento marca o culminar de mais de 23 anos de trabalho de uma equipe de tradutores liderada pelo tradutor chefe Ioane Teao. A verificação final da tradução foi realizada por Teao e pelo Diretor de Traduções da Sociedade Bíblica, Stephen Pattemore.

A língua toquelauana é um idioma polinésio falado em Tokelau, na Ilha Swains (Samoa Americana) e em partes do norte da Nova Zelândia.

“Estamos muito felizes de ter chegado a esta parte do projeto”, disse Ioane, que participa do projeto desde a sua criação.

A Bíblia em língua toquelauana é o resultado de esforços conjuntos de numerosas igrejas e grupos comunitários que contribuíram para o projeto, muitos dos quais consultados por Ioane e outros durante os seis anos de duração do projeto.

Um grande obstáculo para escrever uma tradução da Bíblia em língua toquelauana era que Ioane, como todos os outros de sua geração, aprendeu a língua toquelauana como língua oral. Assim, ele e seus colegas aprenderem gramática inglesa na escola, mas não a gramática toquelauana.

Então, antes que Ioane pudesse se começar a tradução, ele teve que aprender a escrever em sua língua materna.

De acordo com a Sociedade Bíblica da Nova Zelândia, a primeira Bíblia em língua toquelauana será uma referência importante, não apenas para os Cristãos toquelauanos, mas também para sua língua como um todo.

“Eu acho que vai ser muito valioso para Tokelau, não só do ponto de vista da vida espiritual das pessoas, mas também para preservar sua língua”, disse Ioane. “Em muitas culturas, a Bíblia se tornou o sustentáculo da língua. Eu acho que este livro se tornará a base do idioma”.

A Bíblia em língua toquelauana ainda sofrerá verificações de estilo e consistência linguística, e seu lançamento está programado para o início de 2021.