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Notícias da Semana do Anglican Communion News Service - sexta-feira, 14 de junho de 2019

Posted on: June 14, 2019 1:23 PM
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Representantes falam perante a ONU sobre o papel das Igrejas da Comunhão Anglicana no combate às mudanças climáticas

O papel vital das igrejas e comunidades religiosas no combate às mudanças climáticas foi destacado durante uma discussão transmitida ao vivo a partir da sede da ONU em Nova York no último dia 6 de junho. Jillian Abballe, Diretora de Advocacy e Chefe do Escritório de Nova York para a Comunhão Anglicana, foi uma das seis participantes de um painel transmitido ao vivo na TV ONU intitulado Focus on Faith: Planting & Nurturing the Seed of Climate Responsibility (“Foco na Fé: Plantando e Cultivando a Semente da Responsabilidade Climática”), sobre o papel das comunidades religiosas na responsabilidade climática.

Falando sobre o papel crucial que organizações, tradições e comunidades religiosas desempenham no combate às ameaças das mudanças climáticas, Jillian compartilhou histórias de como os membros da Comunhão Anglicana estão causando impactos através de sua influência, do cuidado com a terra e da modelagem da responsabilidade com o meio ambiente.

Jillian afirmou que a Comunhão Anglicana vem falando em alto e bom tom sobre o meio ambiente e como entender o mundo através de uma teologia holística que reconcilia as pessoas, o planeta e a prosperidade.

Segundo ela, “trabalhamos para levar as vozes e o conhecimento Anglicanos ao cenário global, construindo fortes relações com a ONU e outros parceiros para que o trabalho de base de nossas paróquias e dioceses seja cada vez mais eficaz”.

Disse ela: “Os compromissos que assumimos como comunidades e redes globais fazem uma declaração ao mundo e dão nova forma a nossa imaginação de missão e de como reagimos a tais crises. Por exemplo, na recente 17ª sessão do Conselho Consultivo Anglicano, foi aprovada uma resolução que reconheceu a escala da emergência climática global e encorajou todas as igrejas Anglicanas a viverem o que é chamado de a quinta Marca da Missão - ‘Lutar para salvaguardar a integridade da Criação, sustentar e renovar a vida da terra’.”

 

Arcebispo do Brasil destaca justiça e paz na Semana de Oração pela Unidade Cristã

Como os cristãos do hemisfério sul celebravam a Semana de Oração pela Unidade Cristã até o início da celebração de Pentecostes, o Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Bispo de Curitiba, Naudal Gomes, destacou a luta pela justiça andando lado a lado com o diálogo pacífico. Em uma carta aberta, Gomes, escreveu: “É impossível ser Cristão não estando aberto ao diálogo, à parceria, à caminhada comum”.

Gomes afirmou ainda que a jornada de diálogo, hospitalidade e respeito pelas diferentes tradições e religiões fortalece a fé e a identidade. Este ano, os Cristãos da Indonésia escolheram como tema “A justiça, e somente a justiça seguirás”, inspirado em Deuteronômio 16:18-20.

O Arcebispo Naudal Gomes disse ainda: “Acredito que nossas irmãs e irmãos que nos inspiram com esse texto desejam que nós mesmos, em nosso contexto social, político e religioso no qual vivemos em nosso país, reflitamos sobre o que nos cabe fazer como pessoas de fé. À semelhança deles, nossa realidade não é muito diferente. A corrupção tem alcançado índices alarmantes em diferentes níveis e instituições sociais e isso tem trazido descrédito e desalento, a ponto de não acreditarmos mais nelas”.

Ele disse: “Desejo e oro para que a Semana de Unidade Cristã nos reúna para oração comum, mas que, por outro lado, fortaleça nossa atitude e palavra profética, de anúncio e denúncia, e busquemos viver o amor fraternal e a solidariedade da justiça do Reino”.

 

Padre sul-africano discute a cura das memórias com Papa Francisco

Michael Lapsley, padre Anglicano sul-africano e ativista social, terá uma reunião privada com o Papa Francisco no sábado (15 de junho), quando espera receber apoio para seu trabalho internacional na cura de memórias.

O padre Lapsley, que perdeu as mãos e um dos olhos depois de receber uma carta-bomba enquanto vivia exilado na África do Sul, passou a vida buscando promover a paz e a justiça. Ele descreveu a visita como “um sonho tornado realidade”. “É um enorme privilégio ter essencialmente uma reunião privada com Sua Santidade o Papa”, disse ele.

Michael acredita que a reunião será particularmente importante para levar adiante o ministério de cura das memórias que ele lidera. Disse ele: “Acho que a cura das memórias é algo cuja hora chegou na família humana. A abertura do Papa Francisco para receber alguém para falar sobre a cura de memórias, especialmente porque ele é um gigante de compaixão e moralidade no mundo e mantém empatia pela importância da misericórdia e da compaixão, é de particular importância”.

Michael fundou o Instituto para a Cura de Memórias (Institute for the Healing of Memories), uma ONG de cura social na África do Sul e nos Estados Unidos. O ministério inclui oficinas nas quais as pessoas podem aprender a lidar com como seu passado as afetou individualmente, psicologicamente, emocionalmente e espiritualmente. A ONG recebe pessoas de todo o mundo e também tem presença em vários países, incluindo Sri Lanka, Mianmar, Burundi e Ruanda.

 

Vítimas de desastre de Fukushima reforçam apelo por proibição de energia nuclear

Párocos japoneses compartilharam histórias de sofrimento das vítimas do desastre nuclear de Fukushima durante o Fórum Internacional por um Mundo Livre de Energia Nuclear, realizado em Sendai (Japão) na semana passada. O Fórum planeja emitir uma declaração conjunta no próximo mês que deve fortalecer o apelo por uma proibição mundial da energia nuclear e encorajar as igrejas a participar da campanha.

O Fórum, organizado pelo Nippon Sei Ko Kai (Comunhão Anglicana no Japão, ou NSKK) segue a resolução do Sínodo Geral da província de 2012, que conclama pelo fim das usinas e atividades nucleares para ajudar o mundo a se tornar nuclear livre.

O desastre em 2011 ocorreu após um grande terremoto (e consequente tsunami) que causou uma série de explosões na usina nuclear da cidade costeira e levou à contaminação radioativa generalizada e sérios efeitos nocivos à saúde e ao meio ambiente. O presidente do comitê organizador do Fórum, Kiyosumi Hasegawa, disse: “Ainda não vimos todos os danos causados às pessoas e ao ambiente natural pelo derretimento da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi da TEPCO. Acho que este desastre causado por mãos humanas vai assombrar inúmeras pessoas por anos e anos”.

Dr. Naoya Kawakami, pastor cuja igreja foi afetada pelo tsunami e Secretário Geral da Rede de Apoio a Desastres da Aliança Cristã de Sendai (Touhoku HELP), explicou como prestou apoio às vítimas depois e ouviu os padres que auxiliaram os sobreviventes. Ele disse:

“Quanto mais a situação piora, mais pastores se tornam conscientes de seu importante papel. O papel é testemunhar... Os pastores que ficaram em Fukushima com os ‘sobreviventes sem voz’ estão nos mostrando a igreja como corpo da ressurreição de Jesus Cristo, com feridas e fraquezas... As vítimas geralmente sofrem sem voz, e a maioria das pessoas nunca as ouve.