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Notícias da Semana do Anglican Communion News Service – sexta-feira, 17 de maio de 2019

Posted on: May 17, 2019 12:47 PM
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“Oitenta por cento dos crentes perseguidos por sua fé são Cristãos”, afirma relatório

É uma “verdade inconveniente que a esmagadora maioria dos crentes religiosos perseguidos são Cristãos”, diz um relatório preliminar sobre a resposta do governo do Reino Unido à perseguição dos Cristãos. O relatório, preparado por Philip Mounstephen, bispo de Truro e ex-Líder Executivo da Church Mission Society (“Sociedade Missão da Igreja”, CMS), foi encomendado pelo Ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt.

O relatório preliminar detalha a escala da perseguição e afirma que 80% das pessoas que enfrentam perseguição religiosa em todo o mundo são Cristãs. O Bispo Philip está agora preparando seu relatório final, que examinará a resposta do governo do Reino Unido à perseguição religiosa.

Em seu relatório, o Bispo Philip enfatiza a necessidade de proteger os direitos religiosos de todas as pessoas, independentemente de sua fé. “A perseguição por motivos de fé religiosa é um fenômeno global que cresce em escala e intensidade”, disse ele. “Diversos relatórios, incluindo o do Relator Especial das Nações Unidas (ONU) sobre ‘Liberdade de Crença e Religião’, sugerem que a perseguição religiosa está em alta, e é uma ‘ameaça crescente’ para as sociedades em todo o mundo.

“Embora seja impossível precisar o número exato de pessoas perseguidas por sua fé, estima-se, com base em relatórios de diferentes ONGs, que um terço da população mundial sofra alguma forma de perseguição religiosa, e os Cristãos são o grupo mais perseguido."

Em um comunicado publicado por ocasião do lançamento do relatório preliminar, o Bispo Philip afirmou: “Tenho que dizer que, embora tenha experiência pessoal na vida da Igreja global, com visitas à América do Sul, Oriente Médio, África, Ásia e muitos outros lugares, estou ainda assim profundamente chocado com a escala, escopo e gravidade desse fenômeno”.

Em resposta ao relatório, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, descreveu-o como “uma leitura verdadeiramente alarmante". Agradecendo ao Bispo e sua equipe, ele afirmou que “o relatório preliminar foi precedido pelos terríveis ataques do dia de Páscoa em igrejas em todo o Sri Lanka, pelo devastador ataque a duas mesquitas em Christchurch e, mais recentemente, pelo ataque a tiros na sinagoga de San Diego.

“Não há nada mais medieval do que odiar alguém com base em sua fé. O fato de que este é um fenômeno em ascensão deve chocar a todos nós.”

  • Clique aqui para ler o relatório preliminar completo (em inglês)

Bispo da Igreja do Ceilão roga por unidade no Sri Lanka “para reconstruir nossa querida pátria despedaçada”

Dhiloraj Canagasabey, Bispo de Colombo e Bispo Sênior da Igreja do Ceilão, conclamou os cidadãos do Sri Lanka a se unirem e valorizarem a diversidade religiosa e étnica. Falando a repórteres, o Bispo Dhiloraj lançou um “humilde e sincero” apelo “à intelligentsia do país, a todos os líderes religiosos, à sociedade civil, aos líderes da juventude e a todos os nossos cidadãos que realmente amam esta terra para que se unam para superar toda forma (...) de divisão étnica, religiosa e ideológica e para formular políticas e mobilizar as pessoas para reconstruir a nossa querida pátria despedaçada.”

Ele disse ainda que “por muito tempo, vínhamos assistindo de braços cruzados os políticos destruírem e arruinarem este belo e agradável país. Rogo que nos unamos sinceramente para trabalhar no sentido de construir uma nova nação tolerante, justa e pacífica a partir da sucessão de tragédias que nos acometeu”.

Ele também pediu o fim da demonização da comunidade muçulmana do país após o massacre do Dia da Páscoa, no qual 257 pessoas foram mortas quando terroristas islâmicos atacaram igrejas e hotéis no país. Ele descreveu os muçulmanos do Sri Lanka como “nossos concidadãos” que “vivem conosco neste país há muitos séculos”, e acrescentou: “pelo amor de Deus, por favor, não demonizem toda a comunidade muçulmana pelos pecados de algumas mentes deformadas.”

Faculdade Cristã no Paquistão ganha batalha contra interferência governamental

Um tribunal paquistanês emitiu julgamento a favor da Igreja do Paquistão em ação instaurada para que uma faculdade Anglicana em Peshawar pudesse manter sua independência. O Moderador da Igreja precisou tomar medidas legais para impedir que a escola fosse tomada pelo governo.

Em resposta a atos do governador de Peshawar buscando interferir na Edwardes College nos últimos meses, o Bispo Humphrey Peters se viu forçado defender a independência da instituição e impedir que suas finanças e orçamentos fossem revisados pelo governo. A decisão do Tribunal Superior nesta semana bloqueou as tentativas do governo local de interferir nos assuntos da Faculdade.

“Esta é a única instituição Anglicana que resta no Paquistão”, disse o Bispo Humphreys. “É uma boa notícia que vencemos o processo no Tribunal Superior, e agradecemos a Deus por isso. Temos lutado todo este tempo para garantir a identidade Anglicana da Faculdade. Estamos tentando reter e manter a identidade da Igreja no Paquistão nesses tempos difíceis”.

A Igreja do Paquistão é uma Igreja unida que contempla várias denominações. Além de ser membro pleno da Comunhão Anglicana, ela é também membro da Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas e do Conselho Mundial Metodista.

Igreja Anglicana da Epifania em Port Said (Egito) celebra 130 anos de existência

A Igreja da Epifania em Port Said, Igreja Anglicana egípcia estabelecida em 1889, acaba de celebrar seu 130º aniversário. Para marcar a ocasião, um culto de celebração foi realizado no último final de semana com a participação de diversos dignitários, incluindo o governador de Port Said, Adel Mohamed Ibrahim Yousef Al Ghadhban, o Bispo do Egito, Dr. Mouneer Anis, e o Bispo de Área do Norte da África, Bispo Samy Fawzy.

“Quando a igreja começou, ela estava comprometida em servir aos trabalhadores de língua inglesa na Companhia do Canal de Suez e aos marítimos que vinham ao porto”, disse um porta-voz diocesano. “Em 1956, quando todos os britânicos foram solicitados a deixar o país, a igreja ficou vazia. O ministério da igreja foi retomado depois disso, mas não era nem estável nem consistente, com uma pequena congregação mista árabe e inglesa.”

Hoje, a congregação compreende cerca de 300 pessoas de 55 famílias, e a Igreja está buscando expandir-se e criar um novo centro para a Missão aos Marítimos.