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Notícias da Semana do Anglican Communion News Service - sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Posted on: February 8, 2019 8:47 AM
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Líderes anglicanos no Golfo Pérsico dão as boas vindas ao Papa Francisco nos Emirados Árabes Unidos

A visita histórica do Papa Francisco aos Emirados Árabes esta semana resultou em “cenas extraordinárias”, disse o Capelão Anglicano Sênior de Abu Dhabi, Cônego Andrew Thompson. Notícias informam que uma multidão de até 180.000 pessoas participou de uma missa papal no estádio Zayed Sports City em Abu Dhabi. O Cônego Thompson foi um deles.

Os EAU designaram 2019 como o “Ano da Tolerância”. Embora a maioria dos cidadãos sejam muçulmanos sunitas, há uma grande comunidade católica no país, considerando que há nove migrantes para cada cidadão nativo.

Segundo informa o Cônego Thompson, as “cenas extraordinárias” desta semana em Abu Dhabi “superaram tudo o que vivenciamos em nossa jornada compartilhada... Ver mais de 130.000 fiéis juntos para o que foi - sem dúvida - o maior encontro de cristãos já visto na história do Golfo Pérsico levou muitos de nós às lágrimas”.

O Bispo de Chipre e do Golfo, Michael Lewis, disse que mais de 15.000 cristãos passam pelos portões da principal igreja anglicana em Abu Dhabi todo fim de semana. “A Igreja de Santo André fica em um complexo que oferece hospedagem e oportunidades de adoração a uma série grupos, incluindo grandes congregações Anglicanas multinacionais”, explicou. “Esses grupos variam de Ortodoxos Orientais a Pentecostais.”

Em outra região de Abu Dhabi, a congregação de São Tomás - sediada em al-‘Ain, uma cidade-jardim no deserto - está prestes a erguer sua primeira igreja em um terreno cedido pelo governo. E no subúrbio de Musaffah, perto das pontes que levam à Ilha de Abu Dhabi, uma nova Igreja Anglicana de Todos os Santos está sendo construída com capacidade para 4.000 fieis. Seus salões e capelas estarão também “a serviço de Cristãos de outras tradições e também de outras tradições Anglicanas”, disse o Bispo Lewis.

Primeiro-ministro iraquiano visita a Igreja Anglicana de São Jorge em Bagdá

O primeiro-ministro da República do Iraque, Adil Abdul-Mahdi, fez uma visita à Igreja Anglicana de São Jorge em Bagdá. O primeiro-ministro foi recebido pelo pároco da congregação, Padre Faiz Jerjes. Ele deu um tour do complexo da igreja à delegação, incluindo a clínica e a escola do local, e forneceu detalhes aos presentes sobre a presença anglicana no país. A Igreja de São Jorge tem um longo histórico de construção da paz e reconciliação na região.

Em 2017, o Padre Faiz foi reconhecido pelo Ministério da Cultura do Iraque como uma das Personalidades de Destaque do país naquele ano; no ano passado, o exército iraquiano lhe concedeu um prêmio em homenagem a “sua extraordinária contribuição à coexistência pacífica no Iraque”. O primeiro-ministro iraquiano acrescentou seu apoio ao trabalho da congregação, “agradecendo ao Padre Faiz e sua equipe por tudo o que fazem à nação”, disse em nota a Diocese de Chipre e do Golfo.

A Igreja de São Jorge em Bagdá conquistou uma reputação positiva no país por seu ministério de construção da paz e reconciliação, e continua a apoiar a comunidade local com serviços de saúde e educação. Os projetos sociais da Igreja incluem atividades para reconciliar pessoas de diferentes grupos religiosos e lutar contra o discurso do ódio.

Bispo lamenta “grande acúmulo de erros” no Dia da Independência do Sri Lanka

O Bispo de Colombo, Dhiloraj Canagasabey, Bispo Sênior da Igreja Anglicana do Ceilão, disse que o Dia da Independência do país tornou-se “um mero evento ritualizado” ao invés “um dia de alegria nacional e ação de graças”. Dhiloraj afirmou que surgiu uma lacuna entre os governantes da nação e o povo que os elege.

O Sri Lanka – antigamente chamado de Ceilão – obteve sua independência dos britânicos em 4 de fevereiro de 1948. A nação insular do Oceano Índico mudou seu nome para Sri Lanka em 1972, mas a Igreja Anglicana no país continua a usar o nome Ceilão.

“Como líderes religiosos, nosso dever sagrado é falar a verdade aos nossos líderes e ao nosso povo de forma honesta e franca, sempre imparcialmente e com bondade amorosa, para que assim possamos trabalhar juntos para construir uma nação pacífica, justa e próspera para nossa crianças e gerações futuras”, explicou o Bispo Dhiloraj. “A infeliz mas sóbria verdade que precisamos encarar é que muito poucos neste país olham para o futuro com esperança ou otimismo.”

Padre de Trinidad e Tobago em estado grave após ser baleado por atirador em Port-of-Spain

Um padre Anglicano da Diocese de Trinidad & Tobago, Gerald Hendrickson, se encontra em estado grave no hospital após ter sido baleado ao sair de um café. Imagens das câmeras de segurança mostram o atirador correndo atrás de outro homem, no qual atirou quando este correu para uma loja. Ele continuou atirando indiscriminadamente, alvejando o padre duas vezes no estômago enquanto ele saía de um mercado Big George durante o tiroteio. Relatos apontam que a polícia encontrou 15 cartuchos de munição no local - um deles ainda carregado.

A polícia respondeu rapidamente e um suspeito foi detido a uma curta distância do tiroteio. Segundo eles, Hendrickson, um padre de 54 anos baseado na Igreja de Santa Margarida em Belmont, Port-of-Spain), foi “uma vítima inocente cuidando de seus afazeres diários”. Ele foi baleado às 14:00 hora local (18:00 GMT) na terça-feira.

O bispo de Trinidad e Tobago, Claude Berkley, respondeu ao incidente com um apelo por “esforços concertados para tirar armas de fogo ilegais das ruas” e um programa comunitário para reduzir a violência criminal.

Parlamento britânico retira projeto de lei que extinguiria liberdade do clero para decidir conduta em casamentos homoafetivos

Três membros da Câmara dos Lordes do Parlamento do Reino Unido buscaram retirar a liberdade dos membros do clero de escolher solenizar casamentos homoafetivos.

Opondo-se à decisão, o Bispo de Chelmsford, Stephen Cottrell, afirmou que o ato removeria uma importante proteção do clero e das igrejas.

“Ninguém é impedido de se casar com uma pessoa do mesmo sexo”, afirmou, “mas também nenhum órgão religioso ou pessoa ou ministro religioso é obrigado a solenizar tal casamento.”

A emenda foi retirada de pauta sem votação depois que o governo afirmou que não poderia apoiar a proposta.