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Arquidiácono assassinado e cristãos mortos e sequestrados em vários ataques na África e na Ásia

Posted on: February 25, 2020 12:33 PM
Policiais do Senegal, Ucrânia, Suíça, Nepal, Camarões, Nigéria, Índia e Níger estão atuando como soldados da paz da ONU em Kivu do Norte na Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO).
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[ACNS, da Redação] Uma onda de violência contra cristãos incluiu o assassinato do Arquidiácono de Eringeti, Ngulongo Year Batsemire, morto por se recusar a renunciar sua fé. O Barnabas Fund relata que ele estava caminhando para seus cultivos com sua esposa quando foram cercados por membros das Forças Democráticas Aliadas (ADF por sua sigla em Inglês), que exigiram que ele se convertesse ao Islã. Quando recusou, eles o mataram.

Ele foi um dos 36 cristãos assassinados por insurgentes em 29 de janeiro na região de Kivu do Norte. No início deste mês, durante três dias de terror a partir de 7 de fevereiro, outros 30 cristãos foram mortos em ataques nas aldeias de Toko-Toko e Makeke.

No oeste de Burkina Faso, homens armados atacaram uma igreja em Pansi, na região de Yagha, segundo a agência internacional de notícias Reuters. O governador regional, Coronel Salfo Kabore, disse que 24 pessoas, incluindo o sacerdote, foram mortas no ataque no domingo, 16 de fevereiro. Neste mês é o segundo ataque a cristãos no país. Em 10 de fevereiro, sete pessoas foram presas por suspeitos jihadistas que invadiram a casa de um pastor. Cinco corpos, incluindo o do pastor, foram encontrados três dias depois.

O Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas, Dr. Olav Fykse Tveit, condenou o ataque, dizendo: “Estou profundamente triste que pessoas reunidas em culto sofram de um ato tão insensato de ódio. Esses atos de violência são ataques à nossa única família humana e devemos continuar trabalhando juntos por justiça e paz.”

Na Nigéria, ocorreu o funeral de Nnadi Michael, de 18 anos, assassinado depois de ter sido sequestrado no Seminário Bom Pastor, em Kaduna, no mês passado. Michael estava entre os três seminaristas sequestrados em 8 de janeiro. Seu corpo foi encontrado em 31 de janeiro, ao lado do corpo de Bola Ataga, que foi sequestrada com seus dois filhos em 24 de janeiro.

“Para nós cristãos, esta morte é uma metáfora para o destino de todos os cristãos na Nigéria, e especialmente no norte da Nigéria”, disse o Bispo católico de Sokoto, Matthew Kukah. “Para nós cristãos parece seguro dizer que hoje somos todos homens e mulheres marcados.”

Dois anos atrás, uma facção do Boko Haram chamada Província do Estado Islâmico na África Ocidental, sequestrou 110 meninas de sua escola em Dapchi, Estado de Yobe. A maioria foi libertada um mês depois das negociações com o governo, mas a única cristã entre eles, Leah Sharibu, não foi libertada porque se recusou a renunciar à sua fé.

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O Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, sua esposa Caroline e a sra. Rebecca Sharibu na Capela do Lambeth Palace.
Photo: Church of Uganda

Na última quinta-feira (20 de fevereiro), a mãe de Leah, Rebecca Sharibu, marcou o segundo aniversário de seu sequestro com uma visita a Londres. Deseja aumentar a conscientização sobre o sequestro de Leah e apelar por ajuda ao governo britânico. Mais tarde, encontrou-se com o Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, e participou de uma eucaristia na capela do Lambeth Palace. “Tivemos a honra de compartilhar a Eucaristia com Rebecca Sharibu hoje”, disse o arcebispo Justin no Twitter. “Uma mulher de profunda coragem e fé. . . Oramos por você e por Leah para ser libertada livre de danos.

Em Bangladesh, a ONG Human Rights Watch reporta que pelo menos 22 famílias de cristãos Rohingya foram atacadas no final de janeiro no campo de refugiados de Cox's Bazar. Um pastor e sua filha de 14 anos foram sequestrados no ataque.